Domingo, 13 de janeiro de 2013.
É uma piadinha, mas acaba sendo uma meia verdade.
Em homenagem à aniversariante do dia (a senhora minha genitora), Stone e eu tomamos uma decisão: vamos sair de Maringá.
Dia 14 eu completei 27 anos. Isso significa que estou há 20 anos na mesma cidade. E o que eu ganhei com isso? Qualidade de vida (que agora não tá tão boa assim), uma formação (colo grau em março), e um filho maringaense, meu Bernardinho.
MAS... Maringá já deu o que tinha que dar. Mesmo. Não quero ficar aqui pro resto da vida, e o Stone também não.
Ano passado, nossa vida deu uma reviravolta, em todos os sentidos. Compramos uma chácara, fomos morar em containers, brigamos seriamente com familiares retardados. Não necessariamente nesta ordem.
A única coisa que nos segurava aqui, era a chácara, sinceramente.
No final do ano, as coisas ficaram tão difíceis que resolvemos vender nosso carro. Aí batemos ele....
Sobrou a chácara pra vender... E tomamos essa difícil decisão de deixar pra trás todo esse tempo e dinheiro investidos nela, todos os sonhos e projetos que tínhamos praquele "pedacinho" de terra de 1.317m², pra sair do sufoco e mudar nossos rumos. A parte boa disso é que vamos ganhar uma boa quantia na venda, porque, em menos de um ano, o lugar valorizou bastante, e levaremos 25 mil a mais, na venda.
Bom, enfim... analisando nossas opções, que eram poucas, na verdade, resolvemos por em prática todos os nossos esforços para um objetivo só: sair do Brasil.
Porque? Porque aqui não se vive, se sobrevive. A gente trabalha como condenados há quase 7 anos e não conseguimos praticamente nada. É pagar as contas todo mês, e mal dá pra comer direito. Sobrar dinheiro? Nunca sobrou.
Mas a gente não tomou essa decisão sem antes pesquisar muito. Na verdade, estávamos pesquisando sobre isso antes mesmo de comprarmos a chácara. Mas por motivos emocionais idiotas meus, resolvemos ficar e tentar com a chácara. O que mudou? Não tenho mais esses motivos emocionais, então... foda-se.
E nosso lugar escolhido foi, a exemplo da foto, que é da aurora boreal na província de Yukon, o Canadá. Mais canadense que uma aurora boreal, só uma folha de maple!
Bem, nosso projeto começou a tomar forma no dia seguinte, dia 14, quando fomos procurar uma escola de Inglês (Cultura Inglesa) para ver se tinham um cursinho preparatório pra o exame de proficiência, IELTS. Bem, eles não tem, mas tem pro TOEIC e TOEFL. Fizemos um nivelamento e estamos ambos no Advanced, penúltimo nível. Só que eles querem que façamos mais 1 ano e meio de curso, com mensalidade a 290 reais por cabeça........ I don't think so. Resolvemos fazer o IELTS do jeito que estamos mesmo e ver a pontuação. Sabemos que não vai ser baixa, pois sabemos BEM inglês. Se não for tão boa quanto esperamos, a gente tenta de novo depois de um intensivo.
Agora... o lance é que a profissão do Stone está em demanda no Quebec isso significa que estão agilizando o processo de imigração pra lá. E o Quebec é uma província que tem regras completamente à parte do sistema de imigração comum, ou seja, se eles dão uma carta de aceitação à província, o processo federal só nega a residência permanência em caso de doença grave (aids, câncer, etc) e condenação criminal. Fora isso, o aceite é certo. E é pra lá que vamos!
Nosso pequeno probleminha reside no fato de a província do Quebec ser francófona... Ou seja, falam francês. E nós não! Nem um "ouizinho".
Ontem, começou o primeiro passo para o Projeto Aurora.
Fomos à Aliança Francesa e nos matriculamos. Começamos um curso intensivo pra iniciantes na segunda-feira (21)!
O primeiro passo foi dado! Agora, é só conseguir vender a chácara e seguimos com os próximos passos!
Agora só preciso combinar com alguma amiga de deixar o Bernardo nessas duas semanas de curso à noite!
Provavelmente a Renata e a Pata, que são dois anjos que sempre me salvam e me ajudam!
Nem preciso comentar que estamos super empolgados, né?
Até esquecemos todos os problemas que estamos tendo agora.. rs.
Até o próximo passo!
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